Terça, 25 de Janeiro de 2022
Direito & Justiça

Investigações

PF cumpre novos mandados em investigação sobre pagamento de propinas no Plansaúde

Mandados foram cumpridos em Palmas, Brasília (DF) e Itajaí (SC)

Foto: Reprodução/TV Anhanguera
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Central de atendimento do Plansaúde em Palmas

14 dezembro, 2021

A Polícia Federal (PF)  cumpriu na manhã desta terça-feira (14) mandados de prisão temporária, busca, apreensão e sequestro de bens relacionados ao suposto esquema de pagamento de propinas no Plano de Saúde dos Servidores do Tocantins – Plansaúde. Um dos alvos foi um morador de um condomínio de luxo no centro de Palmas. Os nomes não foram divulgados. Os mandados foram determinados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e cumpridos em Palmas, Brasília (DF) e Itajaí (SC). A operação contou com participação de servidores da Receita Federal. A investigação é um desdobramento da Operação Hygea, que levou ao afastamento do governador Mauro Carlesse (PSL) e outros agentes públicos do governo do Tocantins no mês de outubro. Os indícios também levaram a abertura de um processo de impeachment contra o político na Assembleia Legislativa do Tocantins. A ação desta terça-feira (14/12) foi chamada pela Polícia Federal de Baco, uma figura mitológica ligada ao lazer e às festas, fazendo referência à conduta identificada em alguns investigados.

Investigações

O governador Mauro Carlesse é ex-integrantes do governo estadual são alvos das operações Hygea e Éris. A primeira apura um suposto esquema de propinas relacionado ao plano de saúde dos servidores públicos, na época chamado de PlanSaúde. Segundo as investigações, para receberem pelos serviços prestados, empresários e hospitais precisavam pagar propina para os operadores do esquema. Um dos pagamentos, inclusive, foi registrado em vídeo e o arquivo entregue á Polícia Federal. A segunda operação investiga suposta interferência do governador em investigações da Polícia Civil para obstruir investigações e vazar informações aos investigados.

Pedidos de impeachment

Os fatos investigados pelo Superior Tribunal de Justiça e pela Polícia Federal levaram ao surgimento de quatro pedidos de impeachment contra Mauro Carlesse na Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto).  Um dos pedidos foi aceito na semana passada, mas desde então o governador afastado não foi encontrado para ser notificado. Isso tem impedido o andamento dos trabalhos. Durante o fim de semana Carlesse passou mal e disse que vai se apresentar quando tiver liberação médica. Uma reunião da Comissão Especial de impeachment está marcada para esta terça-feira (14/12) no plenarinho da Aleto.