Quinta-feira, 29 de
Fevereiro de 2024
Brasília

Epidemia

Casos de dengue explodem no DF com 16 mil doentes e três mortes

Em uma semana, o DF passou de 7.329 para 16.079 casos prováveis de dengue, registrando aumento superior a 9 mil casos de 14 a 22 de janeiro

Peter Banann / Gety Images
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Em uma semana, foram 17.150 casos suspeitos, envolvendo moradores do DF e do Entorno

24 janeiro, 2024

Em uma semana, o Distrito Federal passou de 7.329 para 16.079 casos prováveis de dengue, registrando um aumento superior a 9 mil casos no período entre 14 e 22 de janeiro. Os dados estão no boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde divulgado terça-feira (23/1). Além disso, três mortes foram confirmadas e outras 15 estão sendo investigadas se ocorreram devido à doença. Segundo os dados, há aumento de 646,5% no número de casos quando comparado ao mesmo período do ano anterior. Pelos números, há uma média de 730 casos diários da doença. Em uma semana, foram 17.150 casos suspeitos, envolvendo moradores do DF e do Entorno. Os três óbitos são de pacientes do sexo masculino, das faixas etárias de 5 a 9 anos, 40 a 49 anos e 70 a 79 anos. Segundo a secretaria, todos tinham comorbidades. As regiões com mais ocorrências são Ceilândia (3.963), Sol Nascente/ Pôr do Sol (1.110) e Brazlândia (1.045). Para completar o tratamento, é recomendado repouso e ingestão de líquidos. Já no caso de dengue hemorrágica, a terapia deve ser feita no hospital, com o uso de medicamentos e, se necessário, transfusão de plaquetas. A dengue é uma doença infecciosa transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti. Com maior incidência no verão, tem como principais sintomas: dores no corpo e febre alta. Considerada um grave problema de saúde pública no Brasil, a doença pode levar o paciente a morte. No geral, a dengue apresenta quatro sorotipos. Isso significa que uma única pessoa pode ser infectada por cada um desses micro-organismos e gerar imunidade permanente para cada um deles. Ou seja, é possível ser infectado até quatro vezes. No período de diminuição ou desaparecimento da febre, a maioria dos casos evolui para a recuperação e cura da doença. Nestes casos, os sintomas resultam em choque, que acontece quando um volume crítico de plasma sanguíneo é perdido. Os sinais desse estado são pele pegajosa, pulso rápido e fraco, agitação e diminuição da pressão. A dengue é uma doença infecciosa transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti. Com maior incidência no verão, tem como principais sintomas: dores no corpo e febre alta. Considerada um grave problema de saúde pública no Brasil, a doença pode levar o paciente a morte.

Os principais sintomas da dengue são:

  • Febre alta
  • Dor no corpo e articulações
  • Dor atrás dos olhos
  • Mal estar
  • Falta de apetite
  • Dor de cabeça
  • Manchas vermelhas no corpo

Sintomas e tratamento

A dengue é uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. O vírus é passado pela picada da fêmea do mosquito, que é urbano, diurno e se reproduz em depósitos de água parada.

Manchas vermelhas no corpo

Como a dengue é uma doença viral, o tratamento é feito para aliviar os sintomas, por meio da prescrição de antitérmicos, ingestão de líquidos e repouso. Portanto, aos primeiros sintomas, procure a Unidade Básica de Saúde ou o serviço médico mais próximo de você. No DF, são 176 UBS, sendo que 33 delas estão localizadas em zonas rurais.

Prevenção

De acordo com o Ministério da Saúde, controlar o vetor Aedes aegypti é o principal método para prevenção e controle da dengue e de outras doenças. Deve-se reduzir a infestação de mosquitos por meio da eliminação de criadouros sempre que possível e manter qualquer local que possa acumular água totalmente coberto, impedindo que os ovos do mosquito sejam depositados. O órgão ressalta que medidas de proteção individual para evitar picadas de mosquitos devem ser adotadas por viajantes e residentes em áreas de transmissão. “A proteção contra picadas de mosquito é necessária principalmente ao longo do dia, pois o Aedes aegypti pica principalmente durante o dia”, indica o ministério.

O Ministério da Saúde recomenda as seguintes medidas de proteção individual:

Proteger as áreas do corpo que o mosquito possa picar, com o uso de calças e camisas de mangas compridas.

Usar repelentes adequados e seguros.

A utilização de mosquiteiros sobre a cama, uso de telas em portas e janelas e, quando disponível, ar-condicionado.