Sexta, 26 de Fevereiro de 2021
Raimundo Lira
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por Raimundo Lira

Opinião

O eleitor goianiense jamais poderá trocar o certo pelo duvidoso

Vários candidatos a prefeito de Goiânia se apresentam como salvadores da Pátria aliás qual Pátria? Alguns deles não conhecem sequer, a maioria dos bairros de Capital

Foto: Divulgação
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Iris Rezende Machado (MDB), prefeito de Goiânia - Goiás

16 agosto, 2020

Aproximam-se as eleições municipais e Goiânia já tem - por enquanto – 18 (dezoito) candidatos a prefeito e uns 800 (oitocentos) candidatos a vereadores pela Capital.   Acompanho a gestão do atual prefeito de Goiânia (GO) Iris Rezende Machado (MDB),  desde 1969. Quando prefeito, naquela  época, o slogan da sua administração era uma mão erguida e  fechada com os dizeres: “ O povo trabalhando”. De lá pra cá, Iris Rezende assumiu outros cargos  como: governador de Goiás, Ministro da Agricultura, Ministro da Justiça e novamente prefeito de Goiânia.  Arrojado e às vezes contestado por muitos, Iris é, sem sombra de dúvidas, um gestor de ações concretas. Lembro-me perfeitamente da pavimentação asfáltica da avenida Anhanguera,  da construção  do “ Mutirama” e da  “Maternidade Dona Iris”, na Vila Redenção.  Em 1969, na inauguração do Mutirama em Goiânia eu, ainda era criança, me  diverti muito naqueles  brinquedos que nunca tinha visto. Bom, mas vamos  direto ao  que nos interessa. No Brasil parece que já se tornou cultura o que deveria ser lei: prefeitos eleitos não darem sequência ou concluírem as obras dos ex-prefeitos – isto é fato. São obras de muita importância para o povo que são totalmente abandonadas no meio do mato.  As  construções  de colégios, hospitais, pontes e  até de creches, são abandonadas e destruídas ao longo dos anos, sem sequer recebem um tijolo ou uma pá de massa de cimento; é  de fato, o dinheiro povo,  sendo destruído pela não competência, pela vaidade e pela  irresponsabilidade de alguns prefeitos brasileiros [traças]. Quem não se lembra das obras da Marginal do Botafogo,  iniciadas na gestão do então prefeito de Goiânia,  Nion Albernaz? A obra  ficou mais de 20 anos parada. De lá pra cá, entraram e saíram prefeitos e nenhum deles  fizeram um metro de concreto na  extensão da Marginal.   Agora,  as  obras BRT Norte-Sul, com  quatro terminais e 31 plataformas que integrarão os 12,7km estão avançadas. O Terminal do Recanto do Bosque, por exemplo, já tem 85% das obras concluídas. Iniciadas e totalmente paradas na gestão do então prefeito de Goiânia Paulo Garcia (PT).  Eleito em 2016, “ O tocador de obras” Iris Rezende,  de imediato,  retira o projeto da gaveta e começa as obras do BRT Norte-Sul, mesmo diante dos maiores desafios – financeira  e de saúde pública que abalou o mundo inteiro. Mesmo diante de tantos problemas,  vários candidatos a prefeito de Goiânia se apresentam  como salvadores da Pátria aliás qual Pátria?  Alguns  deles  não conhecem sequer, a maioria   dos bairros de Capital – pasmem! Como  estes aventureiros querem administrar uma Capital com mais 1,5 mil de habitantes, sem contar é claro, com a grande Goiânia que tem aproximadamente 3,5 mil habitantes? Olha se seguir a velha prática de prefeitos eleitos não darem sequências nas obras do prefeito anterior e um destes aventureiros conseguir se eleger “ Prefeito Municipal de Goiânia”, as obras do BRT Norte-Sul irão paralisar, podem ter certeza. Então dizem que conselhos e caldo de galinha knor, não se dá a ningém, mesmo assim,  eu aconselho: Não troque o “ Certo  pelo duvidoso”. Até o próximo!

* Raimundo B. Lira  é jornalista, Internacionalista e Presidente da Comissão Provisória para a Organização e Legalização da Associação Brasileira de Blogs e Sites (AABBwebsite / Brasília - DF). Os artigos de opinião e/ou as matérias assinadas,  não refletem necessariamente a opinião  do site, portanto  são de responsabilidade de seus autores. Texto intelectual protegido pela Lei dos Direitos Autorais  (9.610/98). Este conteúdo pode  ser republicado, desde que cite a fonte e autoria.